terça-feira, 31 de julho de 2012

Sopa!

Então vamos lá a uma das minhas receitas de sopa!
A panela, mais de meia de água e com uma colherada de sal. Enquanto se coloca no fogão para levantar fervura, preparam-se os legumes. Descascam-se e cortam-se em pedaços, quanto mais pequenos, mais rapidamente cozem.

A base da sopa é sempre a mesma, podendo alterar-se as quantidades de cada variedade de legumes. Esta sopa, é o meu caldo verde que, ao contrário do que a maioria das pessoas faz, que basicamente consiste em colocar apenas batata, cebola e alho, leva também um pouco de todos os outros legumes. E não fica assim tão diferente!
Quando a água estiver a ferver bem, colocam-se os legumes bem lavados.

Deixam-se cozinhar muito bem e passa-se a sopa com a varinha mágica. O truque para saber se a quantidade de legumes-água é a correta, é mexer com a colher de pau. se sentir que ela parece mexer no vazio, tem que acrescentar mais legumes!


Se estiver muito grossa, acrescenta-se água. Nesta fase, colocam-se folhas de louro a gosto. Costumo colocar umas 4, das grandes! Para quem gostar, umas rodelinhas de chouriço também ficam muito bem e é agora que as deve colocar também. Deixe apurar.



Por fim, coloca-se a couve. Utilizo um saco dos pequenos, porque os outros dão-me para duas vezes!



 Retifica-se o sal, deixa-se cozinhar muito bem e acrescenta-se no final uma concha de azeite!

Bom apetite.

terça-feira, 20 de março de 2012

Reflexões

De há cerca de uma semana para cá, dou por mim a pensar que, efectivamente, não conheço de todo as pessoas que me rodeiam. Penso até que nenhum de nós sabe com o que pode contar, até daqueles que nos são mais próximos… As pessoas conseguem surpreender-me de uma maneira absurda e, nem sempre, pela positiva. E isto entristece-me. Estou para aqui a pensar na melhor forma de lidar com o inesperado? Ainda que não dirigido directamente a nós, há circunstâncias que acabam por nos contagiar.

Ultimamente venho a deparar-me com o inimaginável. Quem me conhece sabe que, deliberadamente, escolho as minhas amizades. Todos têm uma oportunidade! Deixando-a escapar, acabou-se. Não gosto de me relacionar com toda a gente! E recuso relacionar-me com certo tipo de gente. Mas, de vez em quando, lá descubro mais um que preenche os requisitos da exclusão.

Aqui há uns anos li o livro "Ética Para Um Jovem", de Fernando Savater. O seu conteúdo tem-me andado a martelar a cabeça. Não porque tenha a consciência pesada, mas mais porque me apetecia recomendá-lo para integrar o Plano Nacional de Leitura, a ver se os jovens de hoje em dia aprendem a respeitar o próximo de uma vez por todas!

Para ver se descobrem que nem todos os meios justificam os fins que pretendem alcançar.

Que as pessoas não são objectos descartáveis, que utilizamos enquanto necessitamos e, depois, deitamos fora.

Que há circunstâncias na vida que não podemos mudar à força, porque há coisas que, simplesmente, são como são, e não há volta a dar. E depois há as outras que apenas dependem de nós para darem a tal volta de 180º…

Lembro-me de uma qualquer passagem do livro que me deixou a noção de que a coragem é um pau de dois gumes. Para magoar, desprezar e desrespeitar o outro é preciso coragem… mas também é precisa para aceitar ser magoado e, ainda assim, dar a volta por cima…

O povo é sábio, e diz comumente:

O que não tem remédio, remediado está!

Amigos, poucos, mas bons!

segunda-feira, 5 de março de 2012

E por falar em sopas…

Um dia destes, dizia-me a minha irmã que as suas sopas não saiam bem. Pois, as minhas só passaram a sair bem, depois de muitas experiências. Existem vários mitos em redor deste componente alimentar. Um dos quais, quanto a mim, que se pode fazer sopa sem batatas. Pois. Poder, pode. Mas não é a mesma coisa! Pode até diminuir a quantidade, mas se não colocar batata, vai sair um caldo grumento…

Sou muito esquisita com as sopas. Não gosto delas em caldo, mas também as detesto em puré grosso. Por isso, tento sempre fazer um creme.

O ideal é mesmo tentar arranjar uma medida mais ou menos certa para a quantidade de legumes a utilizar. Tipo, para uma panela grande de sopa, o alguidar X cheio de legumes variados, é a medida a utilizar.

A base geralmente é igual. Varia consoante o ingrediente final, cujo sabor se pretende intensificar.

As bases das minhas sopas levam sempre: Batatas, Curgete, Abóbora, Cenouras, Nabo, Alho francês, Cebola, dentes de alho. Se tiver guardado talos de couve ou alface, também os coloco, porque são bastante ricos em fibra. Por vezes, sempre que tenho, coloco Xuxus (as pimpinelas Madeirenses). Como são um legume branco, cumprem a mesma função que a batata e o curgete!

As quantidades, são “a olho”. Tendo sempre em conta que quero uma sopa cremosa, proporcionalmente tenho que colocar mais batata e curgete, do que os restantes ingredientes. A cenoura e a abóbora deixam um sabor adocicado, pelo que uma cenoura grande é o bastante, e uma mão bem cheia de abóbora também. Cerca de meio nabo, um talo pequeno de alho francês (ou uma mão cheia de pedaços, se os tiver congelado!), uma cebola média e 3 ou  4 dentes de alho, são suficientes.

Agora imagine que quer fazer uma sopa de espinafres. Compra um molho deste legume, separa as folhas e aproveita os talos mais tenros que vai juntar aos restantes ingredientes para cozinhar a base da sopa. Assim fica uma sopinha mesmo a saber a espinafres!

E se a sopa levar algum tipo de leguminosa, como por exemplo feijão ou grão? Reduz a quantidade habitual de batata e de curgete, para compensar a quantidade da leguminosa que colocar, pois irá engrossar o puré.

A não esquecer:

Ø  coloque a panela um pouco mais de meia de água a aquecer e vá preparando os legumes, que devem ser bem lavados. Quanto mais cortados estiverem os legumes, mais rapidamente cozem!

Ø  Quando a água ferver, coloque sal em quantidade suficiente, lembrando também a regra de que menos, é mais. Coloque então os legumes. O objectivo é que estes cozam e ganhem logo algum sabor.

Ø  Verifique se os legumes estão cozidos, tentando esmagar um dos mais rijos, como por exemplo a cenoura.

Ø  Quando passar a sopa com a varinha mágica, prove-a. Se estiver insonsa, aí acrescenta mais um pouco de sal, ou em alternativa coloque folhas de hortelã. Se a achar demasiado grossa, acrescente um pouco de água e volte a passar com a varinha mágica.

Ø  Coloque posteriormente a verdura (por exemplo, os espinafres) e depois de cozinhados, acrescente uma concha pequena de azeite e retire do lume.

Bom apetite!!!

P.S.: Um dia destes, quando me apetecer, coloco uma receita de sopinha completa!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Dicas

Na minha arca frigorífica nunca faltam alguns ingredientes. Primeiro porque me fazem falta e depois porque, quando meio preparados, poupam-me imenso tempo e dinheiro!

Fora a carne e o peixe, alguns legumes podem e devem fazer parte da lista de produtos congelados, nomeadamente:

Abóbora, Curgete, Tomate, Alho francês, Pimentos, Nabo, entre outros.

Legumes verdes: couve para caldo verde, nabiça, espinafre, agrião, feijão verde cortado.

No frigorífico, não me podem faltar cenouras. E tenho sempre batatas também, mas na despensa!

Dou uma explicação muito simples para esta dica. Poupa-se de duas maneiras:

1ª: aproveita as promoções no supermercado, compra em maior quantidade, arranja tudo (lava e corta), arruma na arca. Está sempre pronto a utilizar!;

2ª: faz sopa, que consome sempre às principais refeições.

A sopa, para além de muito mais saudável, faz com que poupe imenso posteriormente no segundo prato. Já experimentou comparar o preço de 1 kg de bifes, com o preço de 1 kg de batatas? Pense nisso!

Outra questão! Como a falta de tempo é razão de queixa até nas melhores e mais organizadas donas de casa, que ao mesmo tempo são trabalhadoras, esposas e mães dedicadas, havendo sopinha feita, é meio caminho andado para uma refeição! O segundo prato já pode ser até mais “comida descartável” (aquela massa com atum, ou os ovos mexidos!), que não deixará de ser mais equilibrada, pois já teve a componente SOPA!

Ficam as discas (porque afinal, foram duas!)

Boas sopas!


P.S.: Não compre abóbora aos bocadinhos nos supermercados! Perde a qualidade nutricional devido à exposição do produto já cortado e, ao preço a que compra um pequeno pedaço de 200g, compra uma abóbora inteira ao kg! Procure nas feiras, nos vendedores à beira de estradas ou até no vizinho do lado!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A História dos Direitos Humanos

Uma colega partilhou no Facebook este video, que não pude deixar de disponibilizar aqui!

A operacionalização dos Direitos Humanos é a base do trabalho do Assistente Social.

Mais do que isso. Se todos, no nosso dia-a-dia nos lembrassemos dos direitos das pessoas que estão ao nosso lado, ou que passam por nós, se nos lembrassemos de transmitir às nossas crianças, aos nossos jovens, estes valores de respeito mútuo, se calhar, viviamos num mundo muito melhor...

Enfim... Ainda há tanto por fazer... Mas nunca é tarde para começar. Mãos à obra!!!!

http://www.youtube.com/watch?v=tJmeDTr3AEE&feature=colike

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Sindroma da Alienação Parental

Aos pais e mães deste país!

Os filhos NÃO SÃO, de todo, propriedade dos pais. E não é pelo facto de uma relação terminar que os filhos devem servir de arma de arremesso contra o outro. É a atitude mais egoísta que se pode ter, e uma das que provoca danos mais sérios aqueles que não têm qualquer culpa na situação.

A síndrome da alienação parental trata-se de um mau trato infligido às crianças e aos jovens. Um dos mais difíceis de determinar pelos profissionais da área da protecção de menores.

Síndrome de Alienação Parental (SAP), também conhecida pela sigla em inglês PAS, é o termo proposto por Richard Gardner em 1985 para a situação em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços afectivos com o outro progenitor, criando fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação a ele.

Os casos mais frequentes da Síndrome da Alienação Parental estão associados a situações onde a ruptura da vida conjugal gera, num dos progenitores, uma tendência vingativa muito grande. Quando este não consegue elaborar adequadamente o luto da separação, desencadeia um processo de destruição, vingança, desmoralização e descrédito do ex-cônjuge. Neste processo vingativo, o filho é utilizado como instrumento da agressividade direccionada ao parceiro.


Deixo alguns vídeos, onde um especialista explica aprofundadamente esta síndrome.

Introdução à alienação parental:
http://youtu.be/9_gfu_4XNyU

Modelos de terapia infantil:
http://youtu.be/ZqGTcSXXRdo

Treino de terapeutas infantis:
http://youtu.be/WA7C6GXNaw4

Terapia comportamental:
http://youtu.be/VRThYBWabo0

Sistemas de Terapia Familiar:
http://youtu.be/tbSNT4_KAIw

Constam muitos mais videos. É uma questão de consultar!

Curiosidades

A propósito do Carnaval, época festiva que, efectivamente, não me diz nada, tendo em conta os valores da religião Cristã que me foram transmitidos ao longo da vida, fui procurar algo pomposo que remetesse às origens destas festividades. No calendário católico, o dia de Carnaval corresponde ao Entrudo. Encontrei o seguinte:

Entrudo: "provém da palavra latina «Introitus», que significa entrada, acesso. Refere-se à entrada na Quaresma, que começa no dia a seguir ao do Entrudo, isto é, na Quarta-Feira de Cinzas. Dia de entrudo equivale a «dia de Carnaval»:
«Tempo de folguedos populares com origem remota pré-cristã. A tradição manteve-se nos tempos cristãos, ligada agora à Quaresma que punha fim aos dias carnavalescos. Há quem faça derivar o nome da expressão latina carne vale! ("adeus, carne!"), anunciando a entrada na abstinência quaresmal» (Manuel Franco Falcão, Enciclopédia Católica Popular, Paulinas, Lisboa).

«Era no tempo em que ao carnaval se chamava entrudo, o tempo em que em vez das máscaras brilhavam os limões de cheiro, as caçarolas d'água, os banhos, e várias graças que foram substituídas por outras, não sei se melhores se piores» ) Machado de Assis, Um Dia de entrudo)."